terça-feira, 19 de outubro de 2010

CASO IMBRA

Boa tarde,

Já lemos o bastante sobre a falência da empresa e como os pacientes estão agindo.
Meu pai contratou os serviços da Imbra há 4 meses e seu tratamento está pela metade.
Porém o contrato foi por boleto bancário e agora o banco Panamericano de Campinas está ligando para realizar a cobrança das parcelas.
Foi dado uma entrada em dinheiro e ficaram mais 7 parcelas - combinadas com a Imbra por boleto.
Seria possível nos dar uma dica de como agir.

O banco disse que se não pagarmos o nome irá para o spc.


Cara amiga

Realmente o banco tem o direito de inscrever o nome do devedor em serviço de proteção e restrição ao crédito em caso de não pagamento das parcelas.

A atitude que muitos clientes de Imbra estão tomando é a de ingressar com demanda judicial requerendo a antecipação dos efeitos da tutela a fim de que as cobranças sejam suspensas até a resolução do processo, cujo final almejado é o de que as parcelas sejam declaradas indevidas.

Você poderá ingressar com a demanda nos Juizados Especiais sem advogado, correndo o risco de ter seu pedido de antecipação da tutela indeferido (negado) caso o juiz responsável pelo caso partilhe do entendimento de que não é cabível o pedido de antecipação da tutela nos juizados especiais.

Se a senhora, assim como outros clientes, tiver assinado o financiamento bancário nas instalações da Imbra sem sequer ter sido avisada sobre o fato de estar contratando com uma instituição financeira, uma alternativa viável é a de ingressar tanto contra a Imbra como contra o banco, alegando, inclusive, que houve venda casada, ou seja, que a senhora foi até uma clínica odontológica, onde foi obrigada firmar contrato com uma instituição financeira. 

Pode-se invocar para isso dois artigos do  Código de Defesa do Consumidor: O art. 39, I, que proíbe a venda casada e o parágrafo único do art. 7, que trata da solidariedade dos prestadores de serviçpos na reparação de danos.

Evidentemente, o que se faz é apenas uma tentativa de chamar à responsabilidade o banco com o qual foi efetuado o parcelamento, não se pode garantir que essa tentativa “cole”.

Portanto, enquanto não tiver uma ordem judicial mandando suspender as cobranças o ideal é que elas sejam pagas. Todavia, dada a situação em que se encontra a Imbra cabe à senhora decidir se vai ou não prosseguir com os pagamentos, mas é fundamental que se tenha ciência a respeito da real possibilidade de ter o CPF negativado em caso de inadimplemento.

Esperamos ter auxiliado.

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